Desde a última quinta-feira (06), mais de mil pessoas, perderam a vida segundo informações do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) e fontes locais. Em menos de 24 horas, centenas de cristãos foram massacrados na região costeira da Síria por mulçumanos locais. Relatórios indicam que o ataque coordenado ocorreu nas regiões sírias de Jableh e Baniyas, onde comunidades cristãs e alauítas vivem historicamente.
O total de mortes nos confrontos iniciados no fim da semana entre as forças de segurança e os apoiadores de Assad, somado aos assassinatos motivados por vingança, ultrapassou 1.000, segundo a OSDH, um grupo de monitoramento de guerra, conforme informou a Associated Press.
Vídeos nas redes sociais mostraram tanto agentes de segurança quanto homens em trajes civis mortos perto de veículos e em zonas residenciais.
Imagens de uma cidade perto de al Jinderiyah retrataram mulheres lamentando pelo menos 20 homens em trajes civis que pareciam ter sido baleados. Outros, filmados à noite, mostraram forças de segurança atirando extensivamente em agressores não identificados.
O cantor e compositor cristão Sean Feucht postou imagens em seu Instagram, onde pede: “Orem pela igreja perseguida”.
A Síria enfrenta mais de uma década de conflitos, iniciados com a Guerra Civil Síria em 2011, marcada por violações sistemáticas dos direitos humanos, violência sectária, massacres, deslocamentos forçados e confrontos intensos contra grupos do ISIS (Estado Islâmico).
Os recentes confrontos mortais representam a pior onda de violência desde a destituição de Assad, com inúmeras vítimas registradas entre minorias religiosas, como alauítas e cristãos.
Fonte: Guiame/ NewsWeek
