O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou a criação da Religious Liberty Commission durante o National Day of Prayer, celebrado em maio deste ano. A comissão, composta por 13 membros, terá como principal missão revisar políticas públicas relacionadas à liberdade religiosa, propor medidas para fortalecer esse direito constitucional e entregar um relatório até julho de 2026, prazo que poderá ser prorrogado.
Entre os integrantes nomeados, está o pastor Franklin Graham, presidente da Billy Graham Evangelistic Association e da organização humanitária Samaritan’s Purse. Reconhecido por sua atuação no campo evangelístico e pelo forte alinhamento com pautas conservadoras, Graham comemorou a nomeação em suas redes sociais.
“É uma honra servir nesta comissão e defender os princípios fundamentais da fé e da liberdade religiosa que moldaram esta nação. Essa é uma vitória não apenas para a América, mas para todos que amam a liberdade ao redor do mundo”, afirmou.
Apoio e críticas
A decisão foi celebrada por líderes e organizações conservadoras, que argumentam que a liberdade religiosa enfrenta crescentes desafios em meio a legislações e decisões judiciais consideradas restritivas às instituições de fé. Para os apoiadores, a comissão representa uma garantia de proteção à expressão religiosa no espaço público.
No entanto, a iniciativa também recebeu críticas. Grupos como a Americans United for Separation of Church and State acusam a medida de abrir precedentes perigosos para a imposição de visões religiosas em políticas públicas, colocando em risco o caráter laico do Estado norte-americano.
Contexto político
A nomeação de Franklin Graham reforça a histórica aliança de Donald Trump com a base evangélica conservadora, que teve papel determinante em suas campanhas e em sua gestão anterior. O gesto é visto por analistas como uma sinalização de que Trump pretende manter a liberdade religiosa como bandeira central de sua atuação política, ampliando o diálogo com eleitores cristãos.
A expectativa agora recai sobre os trabalhos da comissão, que deverá entregar seu relatório até meados de 2026, propondo caminhos para a defesa da liberdade religiosa em um cenário marcado por intensos debates sobre fé, política e direitos civis nos Estados Unidos.
